Jaraqui de escama fina (Semaprochilodus taeniurus)
Jaraqui de escama fina (Semaprochilodus taeniurus)
América do Sul: áreas centrais da Bacia Amazônica e afluentes
Países: nativo do Brasil
Espécie que realiza migrações, encontrado principalmente em várzeas e igarapés.
Descrição
Um dos peixes de cardume de grande porte mais comum da região Amazônica, sendo descrito mais de uma dezena de espécies do gênero. Sua carne é bastante apreciada pela população local, principalmente pelo seu preço diminutivo. Ao lado de seus congêneres Semaprochilodus, recebe o nome comum de Jaraqui no Brasil.
É uma espécie que realiza migrações de grandes distâncias em enormes cardumes de acordo com a época do ano. A primeira migração ocorre na estação chuvosa para realizarem a reprodução quando migram para as cabeceiras dos rios. Migram centenas de quilômetros e não raramente são vistos pulando pelas corredeiras, de um modo semelhante aos Salmões, voltando a seu local de origem para realizar a desova. Após a desova, os ovos fertilizados ficam a deriva junto a várzeas ricas em nutrientes, funcionando como uma espécie de berçário para os alevinos se desenvolverem.
Curiosamente parece que os peixes mais velhos não realizam estas migrações, conforme relatado por Ribeiro e Petrere (1990). Não sugerem uma idade limite para a migração, mas foi observado que os indivíduos maiores não realizaram a migração permanecendo acima dos afluentes.
Por possuir hábito alimentar detritívoro e natureza migratória, desempenha um papel importante na manutenção estrutural e dinâmica do ecossistema, uma vez que processa grandes quantidades de sedimentos orgânicos peneirando os alimentos. Possuem dois estômagos, um do qual está presente lama para ajudar em sua digestão.
São capazes de saltar vários metros, de modo a evitar predadores ou obstáculos. Jaraquis desenvolveram um órgão respiratório acessório conhecido como Labirinto, que lhe permite respirar a partir da superfície (ar atmosférico) em águas deficientes em oxigênio. Em aquário poderá testemunhar a espécie subindo até a superfície para “beber” água periodicamente, similar aos anabantídeos (bettas e gouramis).
Pode ser confundido com o S. insignis, porém, as manchas escuras presentes em seus flancos permanecem por toda sua vida, enquanto em S. insignis se perde conforme amadurecimento do peixe. Seu corpo é prata com grandes escamas, enquanto sua nadadeira causal e anal apresentam barras horizontais pretas e amarelas. Nadadeiras pélvicas são vermelhas enquanto a dorsal á alta e translúcida, com tons de amarelo e manchas brancas. Pode apresentar coloração vermelha em torno da cabeça e boca e guelras.


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